Posts de — fevereiro 2012
Abimaq registra maior déficit comercial da história
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) anunciou um déficit de US$ 17,9 bilhões (R$ 30,4 bilhões) em 2011. O valor é 13,6% maior que o déficit registrado em 2010. O pior resultado da história da entidade foi divulgado em coletiva realizada nesta terça-feira (29/02).
A associação também anunciou que os primeiros números de 2012 não são bons. Em janeiro, o déficit da balança comercial foi de US$ 1,5 bilhões. Praticamente o mesmo obtido no ano de 2005 inteiro.
Segundo a entidade, com esse saldo, foram registradas quase três mil demissões no setor no ano passado. Na avaliação do presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, esse cenário desfavorável está associado às relações comerciais do Brasil com a China.
“Ao invés da indústria brasileira fabricar e vender máquinas, o governo está comprando máquinas da China e vendendo aqui dentro, e nós estamos aceitando esse vandalismo econômico. Nós deixamos de produzir e passamos a vender o produto vindo de fora”, afirmou.
fevereiro 29, 2012 Sem comentários
Empresários e sindicalistas defendem fim de incentivos do ICMS para importados
Empresários e representantes sindicais criticaram hoje (29) os incentivos que alguns estados dão à importação de produtos. Tanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) quanto a Força Sindical e a Central Única dos trabalhadores (CUT) querem a eliminação dos incentivos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dados por alguns estados.
“Essa questão está diretamente ligada à guerra fiscal e é dificultada ainda mais pela questão cambial. Estamos gerando empregos fora do país e desestimulando o empreendedorismo no Brasil”, diz o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.
Na opinião dos empresários, a guerra fiscal e os problemas cambiais vem acompanhados ainda de práticas e competitividade desleais de comércio de outros países. “O que estamos fazendo é uma coalizão entre capital e trabalho pelo fim da guerra fiscal nos portos. Estamos preocupados com a desindustrialização e a perda da competitividade do nosso país”, explica o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes.
fevereiro 29, 2012 Sem comentários
Fluxo cambial positivo de US$ 5,251 bilhões este mês, até dia 24
As entradas de dólares no Brasil superaram as saídas em US$ 5,251 bilhões, neste mês, até o dia 24, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (29). De janeiro até 24, o saldo positivo está em US$ 12,533 bilhões, ante US$ 20,080 bilhões de igual período do ano passado.
Neste mês, até 24, o segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registra saldo positivo de US$ 10,372 bilhões. O fluxo comercial (operações relacionadas a exportações e importações) tem saldo positivo de US$ 2,161 bilhões.
O BC também informou que as as compras de dólares no mercado à vista aumentaram as reservas internacionais em US$ 335 milhões, este mês até 24.
Com a forte entrada de dólares no país e a consequente queda da moeda, o BC tem feito operações de compras de dólares no mercado à vista e também a termo (com liquidação em data futura) e de swap cambial reverso (equivale à compra no mercado futuro).
Hoje, o Banco Central já atuou no mercado de câmbio ao fazer uma operação de swap cambial reverso. Na oferta de hoje, um dos leilões levou à movimentação financeira de US$ 523,3 milhões, com aceitação de 10,5 mil contratos do total de 40 mil ofertados. O vencimento será no dia 2 de julho deste ano. No caso do outro lote ofertado, com vencimento em 2 de abril, também com 40 mil contratos, foram movimentados R$ 999,7 milhões, com aceitação de 20 mil contratos.
fevereiro 29, 2012 Sem comentários
Fiesp obtém apoio de senadores para votar proposta que acaba com incentivos a importados
O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, esteve nesta terça-feira (28) no Congresso Nacional onde convenceu os parlamentares a acelerar a votação da Resolução 72, em tramitação na casa.
De acordo com o presidente do Senado, José Sarney, a proposta deve tramitar em regime de urgência urgentíssima. Se aprovado, o projeto pode acabar com a chamada Guerra dos Portos, mecanismo de incentivo fiscal oferecido por alguns estados brasileiros no desembaraço de mercadorias importadas em seus territórios.
Skaf participou de reuniões com o presidente do Senado, José Sarney, com o líder do governo, Romero Jucá, e com lideranças partidárias como Renan Calheiros (PMDB) e Gim Argello (PTB). Após os encontros, nos quais esteve acompanhado de representantes de sindicatos de trabalhadores, Skaf explicou que a unificação das alíquotas de ICMS, contemplada na Resolução 72, vai ajudar a indústria brasileira a produzir mais e gerar mais empregos.
fevereiro 29, 2012 Sem comentários
Café representa 12,4% nas exportações do agronegócio em janeiro
O café representou 12,4% de todas as exportações brasileiras do agronegócio em janeiro de 2012, em receita. O produto apresentou aumento de 1,64% em janeiro deste ano, com faturamento de US$ 605 milhões na comparação com o mesmo mês de 2011, quando o faturou US$ 595,4 milhões. O resultado faz parte do Informe Estatístico do Café publicado mensalmente pelo Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O volume embarcado no período teve redução de 23,5%, com 2,17 milhões de sacas de 60 quilos, ante 2,78 milhões de sacas em janeiro de 2011.
A receita cambial do café verde, que representa 96% do total das exportações, teve crescimento expressivo, em termos porcentuais, para Reino Unido (222,35%) e Finlândia (53,85%). Em contrapartida, foi significativa a queda para Espanha (-37,20%), Rússia (-22,42%) e Eslovênia (-14,68%).
fevereiro 28, 2012 Sem comentários
Cresce participação das trading companies nas exportações brasileiras
As exportações brasileiras via trading companies (empresas comerciais exportadoras amparadas pelo Decreto-Lei nº 1.248/72) registraram, ao longo dos últimos seis anos, no mês de janeiro, taxas positivas de crescimento – com exceção de janeiro de 2010 e janeiro de 2012. No período, as trading companies aumentaram suas vendas externas em 105,2% (de US$ 810 milhões em 2006 para US$ 1,662 bilhão em 2012). No mesmo intervalo, as exportações brasileiras globais aumentaram 73,8%, implicando ganho de participação das trading companies de 8,7% para 10,3% do total das vendas externas brasileiras e revelando sua importância como instrumento de negociações de produtos brasileiros no exterior.
Em relação às importações realizadas no mês de janeiro, entre os anos de 2006 e 2012, as compras externas das trading companies também cresceram, com taxas superiores ao observado nas exportações. Ao compararmos os dois períodos, as importações tiveram um crescimento de 321,7% (de US$ 120 milhões para US$ 506 milhões), o que fez elevar sua participação de 1,9% para 2,9% do total importado pelo Brasil.
Historicamente, a balança comercial das trading companies apresenta superávits crescentes. Em janeiro de 2012 houve saldo positivo de US$ 1,157 bilhão. O aumento das transações com o exterior também fez a corrente de comércio das trading companies aumentar 133,1% – de US$ 930 milhões em 2006 para US$ 2,168 bilhão em 2010.
fevereiro 28, 2012 Sem comentários
Exportações de frango movimentam US$ 634,6 milhões em janeiro
As exportações brasileiras de carne de frango em janeiro somaram 328,8 mil toneladas, movimentando US$ 634,6 milhões, apontam dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef). No período, o volume de vendas aumentou 11,3%, enquanto a receita acumulada avançou 7,9% em relação ao mesmo mês de 2011. No entanto, Francisco Turra, presidente da Ubabef, revela que, na comparação com dezembro do ano passado, o total embarcado e o faturamento gerado caíram 6,1% e 14,7%, respectivamente.
Turra explica que o preço médio do frango, que cedeu 10% em janeiro (para R$ 1,90) frente a dezembro de 2011, ajuda a entender o fenômeno. “A tendência é de que, em todos os anos, o volume e o preço médio da ave em janeiro caia frente a dezembro, mês marcado pelo aumento no consumo e de estoque das carnes de chester e de peru por conta do Natal. Em fevereiro, começa a recuperação e, a partir de março, os valores já passam a se equiparar aos R$ 2,10 habituais”, afirma.
fevereiro 28, 2012 Sem comentários
Exportações de cooperativas batem recorde em janeiro
Principal produto agrícola vendido foi o café em grãos, com montante de US$ 71,7 milhões
As exportações das cooperativas brasileiras apresentaram crescimento de 21% em janeiro de 2012, quando comparadas ao mesmo período do ano passado. No primeiro mês do ano, foram exportados US$ 352,9 milhões. Este foi o melhor resultado alcançado desde a série em 2006. Historicamente, a balança comercial das cooperativas apresenta saldo positivo e alcançou US$ 329,9 milhões em janeiro, resultado também recorde para o período. Hoje, 93 países importam produtos de cooperativas brasileiras. Em janeiro passado, eram 11 destinos a menos. O levantamento das operações de exportação e importação das cooperativas brasileiras é elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
O Paraná foi o estado com maior valor de exportações em janeiro, com US$ 116,6 milhões, o que representa 33% do total deste segmento. Em seguida aparece Minas Gerais, com US$ 82,4 milhões; São Paulo, US$ 63,6 milhões; Santa Catarina, US$ 29,8 milhões; e Rio Grande do Sul, US$ 26,5 milhões. Mato Grosso do Sul foi o estado que apresentou o maior crescimento no período comparativo, seguido por Mato Grosso, Tocantins, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná.
Os mercados de destino que mais se destacam nas exportações são os Estados Unidos, a Alemanha e o Reino Unido. Os que tiveram maiores crescimentos relativos no período considerado foram México, Iêmen e Colômbia.
fevereiro 27, 2012 Sem comentários
Indústria gasta R$ 17,1 bi ao ano para compensar deficiências da infraestrutura brasileira
Estudo da Fiesp aponta que os gastos com logística chegam a R$ 122,3 bilhões anuais
A indústria brasileira gasta R$ 17,1 bilhões por ano para compensar as deficiências na infraestrutura de logística e transportes no país. Essa carga adicional se soma aos altos custos com taxas e tributos e reduz ainda mais a competitividade do setor produtivo. As informações estão na segunda edição do documento Carga Extra na Indústria Brasileira, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A primeira edição do estudo analisou os gastos das empresas para pagar os tributos.
“Estamos muito preocupados com o custo de se produzir aqui no Brasil. Além de todos os problemas que temos de carga tributária, taxa de juros, energia cara e câmbio valorizado, estudos como esse mostram que existe uma carga extra”, explicou José Ricardo Roriz, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decontec), responsável pela pesquisa.
Neste segundo levantamento, a Fiesp ouviu 1.211 empresas industriais a respeito de três aspectos: manutenção da frota própria, transporte (movimentação de cargas) e armazenamento.
De acordo com as indústrias consultadas, as más condições das rodovias e vias urbanas implicam em um gasto extra com manutenção de frota equivalente a 0,36% do faturamento, ou seja, um custo anual de R$ 6,2 bilhões.
O estudo ainda apurou que os gastos mais elevados estão relacionados ao transporte e ao armazenamento dos produtos. As empresas listaram como principais obstáculos os atrasos e esperas por conta de problemas em estradas e vias.
Esses custos consomem R$ 10,2 bilhões por ano (0,60% do faturamento), enquanto as despesas com armazenamento respondem por R$ 675 milhões ao ano (0,04% do faturamento).
fevereiro 26, 2012 2 Comentários
Abrafrigo quer ampliar exportação de carne bovina de pequenos e médios frigoríficos.
A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) quer ampliar a exportação de carne bovina de pequenos e médios frigoríficos. Para isso, irá promover ações como a participação em feiras internacionais, além de auxiliar seus associados a conseguirem as habilitações necessárias para vender nos diferentes mercados mundiais.
“O programa está no começo. Iremos realizar ações para tentar a inserção de mais empresas no setor exportador”, conta Péricles Salazar, presidente-executivo da Abrafrigo. Salazar explica que, para exportar, os frigoríficos precisam, inicialmente, de uma habilitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Existem dois tipos de habilitação, diz o executivo: a chamada de “lista geral” permite a exportação para a maior parte dos países do mundo, já a lista da Europa tem exigências maiores que as dos demais mercados.
No entanto, estar habilitado nestas listas não garante a entrada no mercado externo. “Não basta ter a lista geral para querer exportar”, lembra Salazar. “Isto abre as condições para exportar, mas não significa que você vai fazê-lo. Você vai ter que conquistar clientes”, destaca.
Para ajudar nesta tarefa de abertura de mercados, a Abrafrigo incluiu em seu calendário a participação em cinco feiras internacionais de alimentos durante o ano de 2012. A primeira da lista foi a Green Week Berlin, que ocorreu em janeiro, na Alemanha, a segunda foi a Gulfood, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que terminou na quarta-feira (22). Ainda estão programadas as participações nas feiras Sial China (maio), World Food Moscow (setembro) e Sial Paris (outubro).
fevereiro 26, 2012 Sem comentários






