Exportações crescem menos devido à crise internacional
De Sérgio Motta *
O diretor de Competitividade da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, André Favero, em conferência no Rio, mostrou que não há mais como se fugir dos efeitos da crise. Em 2011, o Brasil movimentou US$ 482 bilhões no seu comércio exterior, com alta de 26,8% nas exportações e 24,5% nas importações, em relação ao ano anterior. Já em 2012, embora se deve superar a marca de US$ 500 bilhões, a expansão na movimentação será bem mais modesta, segundo previsão oficial. Tanto importações como exportações devem crescer entre 4% e 5%. Em comparação com o ritmo anterior, é uma queda brusca. Fávero destacou que o Departamento de Competitividade foi criado há apenas um ano e reflete a preocupação do governo não só com itens básicos – como existência de portos, estradas e ferrovias – mas também com aplicação de normas inteligentes aos processos de comércio exterior.
Embora 17 órgãos governamentais atuem nos portos, o governo quer criar a janela única, ou seja, um guichê onde se possa cuidar de todos os assuntos, com base de dados integrada. Admitiu ser comum um exportador ter de preencher formulários praticamente iguais para diversos órgãos de governo e um não querer saber se o outro já o tem. “Hoje há uma parafernália de documentos”, afirmou. Em certos casos, como ocorre com importação de artigos químicos, o empresário tem de comprovar, para três órgãos diferentes, que não há efeito nefasto para os humanos (Anvisa), para os animais (Agricultura) e para o ambiente (Ibama), o que caracteriza burocracia excessiva.
Em geral, demora 15 dias para se fechar uma importação e 11 dias para uma exportação, e o Ministério do Desenvolvimento enviou sugestões de simplificação à Casa Civil, com base no que foi adotado por México, Chile e Colômbia. Além disso, o empresário Jorge Gerdau Johanpeter está pressionando a presidente Dilma a simplificar processos. Deseja-se que, antes da chegada da mercadoria ao porto, os órgãos federais já disponham de todos os dados sobre o embarque ou desembarque. O programa Porto Sem Papel, da Secretaria Especial de Portos, é considerado um avanço, mas seu efeito ainda é limitado. No caso de se desejar fazer uma inspeção à carga, entidades como Receita Federal ou Anvisa terão de realizar isso no mesmo momento e não, como hoje, quando convier a cada uma das entidades. A Receita promete criar uma Central de Gerenciamento de Riscos. A meta do governo é a de reduzir os prazos burocráticos para cinco dias na importação e três na exportação.
* Colunista do jornal MONITOR MERCANTIL
maio 17, 2012 Sem comentários
Macy’s realiza campanha promovendo o Brasil
A rede de lojas de departamento norte-americana Macy’s lançou nesta terça-feira (15), em Nova Iorque, a campanha “Brasil: A Magical Journey”, que conta com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O objetivo da Agência com a iniciativa é trabalhar o posicionamento de imagem dos produtos brasileiros de setores como moda e design junto ao consumidor norte-americano.
A promoção irá apresentar ao público nova-iorquino um pouco da cultura, dos sons e dos sabores do Brasil. Serão realizadas apresentações de bossa nova, samba e capoeira, além de shows dos renomados cantores Bebel Gilberto e Sérgio Mendes. Também haverá uma exibição de arte com trabalhos de 27 artistas plásticos brasileiros e a presença de atores de Televisão. O chef de cozinha Felipe Bronze será responsável pelas delícias oferecidas na festa.
A Apex-Brasil desenvolveu a marca Be Brasil, que será apresentada ao público norte-americano nesta campanha e continuará sendo usada em futuras ações de promoção comercial naquele país. A comunicação com o público será realizada por meio de atividades culturais, apresentando a música, as artes gráficas e visuais, a gastronomia e o design brasileiros.
maio 16, 2012 1 Comentário
Maio registra fluxo cambial negativo em US$ 639 milhões, até dia 11
O saldo da entrada e saída de dólares do país, o fluxo cambial, ficou negativo em US$ 639 milhões, em maio, até o dia 11, informou hoje (16) o Banco Central (BC). O resultado dos oito dias úteis foi puxado pelo segmento financeiro (investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações), que ficou negativo em US$ 2,402 bilhões. O segmento comercial (operações relacionadas a exportações e importações) registrou saldo positivo de US$ 1,763 bilhão.
De janeiro até 11 de maio, o saldo do fluxo cambial ficou positivo em US$ 24,677 bilhões, ante US$ 44,216 registrados em igual período de 2011. Os dados preliminares deste ano mostram ainda que o segmento financeiro registrou saldo positivo de US$ 5,454 bilhões e o comercial, de US$ 19,223 bilhões.
Os dados divulgados hoje pelo BC também apontam que as compras de dólares no mercado à vista elevaram as reservas internacionais em US$ 63 milhões, em maio. Neste mês, essa elevação ocorreu somente no dia 2.
maio 16, 2012 Sem comentários
Navios esperam até 40 dias para atracar em Paranaguá
Um congestionamento acumula navios na costa do Paraná. Eles aguardam uma vaga para atracar no porto de Paranaguá (a 98 km de Curitiba), principal ponto de embarque e desembarque de grãos da América Latina. A espera vai de 20 a 40 dias. No fim de semana, havia cerca de 50 navios aguardando na fila.
A Appa, autarquia do governo do Estado que administra o terminal, afirma que a combinação entre bons preços no mercado de commodities, dólar valorizado e condições meteorológicas desfavoráveis causam a fila, que “não é habitual”. Segundo a administração, a fila pode ser reduzida “rapidamente”.
“Fila de navios é assunto tradicional em Paranaguá”, rebate Nilson Camargo, assessor técnico-econômico e especialista em infraestrutura de transporte para o agronegócio da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). “Elas se agravam nessa época de pico na exportação de granéis, mas são comuns o ano todo.”
A causa do problema é conhecida. “A infraestrutura não acompanhou a demanda. Em 1990, Paranaguá movimentou cerca de 13 milhões de toneladas de cargas. Em 2011, foram 41 milhões de toneladas. E o porto é exatamente o mesmo, com o agravante de que os equipamentos se depreciaram nesse período”, diz Camargo.
maio 16, 2012 Sem comentários
Brasil caiu de posição no ranking mundial de logística
O Brasil caiu de posição no ranking mundial de desempenho em logística para o comércio, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (15) pelo Banco Mundial. O País passou do 41º lugar na lista anterior, publicada em 2010, para o 45º na atual. O levantamento foi feito com cerca de mil operadores internacionais do setor e contém informações sobre 155 países.
O recuo brasileiro nesta terceira edição do relatório ocorreu depois de um avanço da 61ª para a 41ª posição na primeira, em 2007, para a segunda, em 2010. O País foi especialmente mal no quesito “alfândega”, um dos indicadores que compõem o ranking. Nessa seara, o Brasil ficou no 78º lugar e somou 2,51 pontos. A pontuação vai de 1 (pior) a 5 (melhor).
Entre os 10 países de “renda média-alta” com melhores performances em logística, o Brasil ficou na 9ª colocação, à frente apenas do México. Dessas nações, somente o Brasil e a Tailândia caíram no ranking de 2012. África do Sul, China, Turquia, Bulgária, Chile, Tunísia e México subiram, enquanto que a Malásia manteve a mesma posição.
maio 16, 2012 Sem comentários
Brasil e Argentina querem resolver problemas comerciais em até quatro meses
Os problemas comerciais entre o Brasil e a Argentina devem ser resolvidos em até 120 dias. O prazo foi estabelecido nesta terça-feira (15) durante reunião entre os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e da Argentina, Héctor Timerman. Segundo Patriota, a partir da primeira semana de junho serão retomadas as reuniões regulares da Comissão de Monitoramento de Comércio Bilateral e do Comitê Automotivo. “Foi firmado um compromisso de examinarmos com cuidado os pleitos argentinos e a Argentina examinar com cuidado os pleitos brasileiros”, disse.
Entre as reivindicações argentinas estão a facilitação do acesso ao mercado brasileiro de uvas, uva passa, camarão, frutas cítricas e medicamentos. Já o Brasil espera eliminar as barreiras para a exportação de carne suína. “A ideia é ajudar a reduzir o déficit comercial que a Argentina tem com o Brasil. Existem muitos produtos que Brasil poderia importar da Argentina de forma conveniente”, ressaltou Timerman.
Desde o início do ano, o governo argentino tem adotado medidas para dificultar a importação de produtos brasileiros. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras para a Argentina caíram 27,1% em abril em relação ao mesmo período do ano passado.
maio 15, 2012 Sem comentários
Brasil começa a retaliar protecionismo da Argentina
Sem alarde, o Brasil começou a retaliar a Argentina e, desde terça-feira, está aplicando o chamado licenciamento não automático na entrada de pelo menos uma dezena de alimentos importados por empresas brasileiras do país vizinho.
Entre os produtos parados na fronteira, estão maçã, uva passa, batata, farinha de trigo e vinho. Segundo técnicos do governo, a ideia de barrar produtos perecíveis faz parte da estratégia para forçar os argentinos a reverem as ações protecionistas que vêm sendo adotadas contra o Brasil.
— Produtos duráveis podem aguardar a liberação por dias ou meses. Já alimentos provocam mais reclamação — admitiu um técnico.
maio 15, 2012 Sem comentários
Portos e aeroportos terão tarifas mais elevadas
De Sérgio Motta *
O presidente da Associação Nacional dos Usuários de Transporte (Anut), Luiz Henrique Baldez, em sua exposição no Fórum Anual Portos Brasil, nesta segunda-feira, no Rio, criticou o governo por realizar licitações em que os vencedores são os que aceitam pagar acréscimos mais elevados em relação às avaliações. Disse Baldez que na concessão dos aeroportos de Brasília, Campinas (SP) e Guarulhos (SP), em fevereiro último, o ágio médio foi de 348% e que isso forçará a cobrança de tarifas maiores, a serem pagas pelos usuários.
- Quando se conheceu o resultado do leilão, o governo mostrou o ágio como prova do sucesso e muita gente comentou que o alto acréscimo foi prova da legitimidade da disputa. Mas a sociedade deveria se conscientizar de que o ágio será incluído na tarifa, a ser paga pelos usuários.
Lembrou que o governo prepara a licitação de 77 terminais portuários e, ao que tudo indica, seguirá a elogiada mas condenável prática de estimular ágio crescente. Revelou Baldez que o ideal seria fazer licitação em que ganhasse quem prometesse cobrar mais baixas tarifas pelos serviços, garantindo investimentos. A Anut vai fazer essa proposta no Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (Conit), que foi criado há longo tempo mas só agora está sendo implementado pelo Governo Federal.
Explicou Baldez que, no caso de um ágio de 50% sobre o valor-base, haverá um aumento na tarifa de 11%. Como o vencedor do leilão já paga 20% do valor como taxa anual de outorga, verifica-se que, nesse caso, o Governo Federal fica com 34% da tarifa, nível que sobe com licitações em que há ágio mais acentuado em relação ao preço-base.
- Ninguém há de se espantar quando for usar um aeroporto licitado recentemente e verificar que, do estacionamento ao cafezinho, tudo será caro – comentou com ironia.
Em relação aos 77 terminais portuários prestes a serem licitados, se o governo mantiver a regra atual, isso irá onerar o Custo Brasil, pois, pelos terminais portuários passam cargas de importação, exportação e cabotagem. Foi anunciado que terminais portuários que estavam sendo operados antes da Lei dos Portos – 8630, de 1993 – serão objeto de licitação, o que irá implicar elevada arrecadação para os cofres federais. Para Baldez, essa licitação para portos ampliará o Custo Brasil, em hora dramática para o preço dos produtos nacionais.
* Colunista do jornal MONITOR MERCANTIL
maio 15, 2012 Sem comentários
Queda no consumo de produtos industrializados não inibe entrada dos importados
O primeiro trimestre de 2012 apresentou queda de 3,1% do consumo aparente comparado ao mesmo período do ano anterior, mostrou a análise dos Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgados nesta segunda-feira (14). A produção industrial para o mercado interno acompanhou o movimento de baixa com queda ainda maior de 4,2%. As importações, no entanto, apresentaram alta de 1,2%.
Segundo o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, Roberto Giannetti, os dados são provas das dificuldades da indústria nacional em competir com os importados e também registram a tendência observada de maior entrada dos produtos industriais estrangeiros no mercado doméstico. “É natural que a produção acompanhe o ritmo do consumo aparente, mas essa queda aguda é sinal da fragilidade da indústria ante a competição externa”, explicou.
Essa queda mais intensa da produção nacional para o mercado interno abre espaço para a entrada de importados e puxa para cima o Coeficiente de Importação (CI). O índice para a indústria geral cresceu um ponto percentual, saltando de 21,6% para 22,6% na comparação interanual. A indústria de transformação acompanhou o ritmo, saindo de 20,4% no primeiro trimestre de 2011 para 21,6% no mesmo período deste ano.
maio 14, 2012 Sem comentários
Vinhos brasileiros serão vendidos pelo maior distribuidor dos EUA
Southern Wine and Spirits dará distribuição nacional para os rótulos verde-amarelos, começando pela Flórida e por Nova Iorque, no maior mercado consumidor de vinhos do mundo, os Estados Unidos
Os vinhos brasileiros serão vendidos nos Estados Unidos pela maior empresa de distribuição da América. A Southern Wine and Spirits acaba de selecionar seis vinícolas gaúchas para trabalhar a partir do segundo semestre deste ano no maior mercado consumidor de vinhos do mundo desde o ano passado, superando o Reio Unido. A Southern está presente em 35 estados norte-americanos e comercializa cerca de 90 milhões de caixas de 5 mil marcas de vinhos por ano para aproximadamente 200 mil clientes.
A venda dos rótulos brasileiros começará pela Costa Leste dos EUA, especialmente pela Flórida (sede da empresa) e por Nova Iorque. O primeiro embarque, que deve ocorrer no início do segundo semestre, terá pelo menos 30 vinhos (90%) e espumantes das seis vinícolas pré-selecionadas. A Southern escolheu os melhores vinhos das vinícolas. Também foram eleitos vinhos com a uva moscato, que, no momento, são sensação entre os consumidores norte-americanos.
“Estamos muito animados”, afirma Andreia Gentilini Milan, gerente do projeto Wines of Brasil, realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). “Os vinhos brasileiros estão de parabéns, porque chamaram a atenção do maior distribuidor de vinhos dos Estados Unidos”, destaca Andreia.
maio 14, 2012 Sem comentários





